Licitação para dragagem do rio Itajaí-Mirim deve ser lançada em breve

A licitação para a dragagem do primeiro trecho do rio Itajaí-Mirim deve ser lançada em breve. A informação é do coordenador de Defesa Civil de Itajaí, Onir Mocellin. 

De acordo com ele, o primeiro trecho deve iniciar pelo canal retificado do rio Itajaí-Mirim, que irá amenizar as cheias no município. O objetivo também é a construção do molhe do lado esquerdo do rio Itajaí-Mirim, com o lado direito do rio Itajaí-Açu. 

Também é prevista a criação de uma comporta na entrada do leito antigo do rio Itajaí-Mirim. “Se nós fizermos uma comporta, quando chover muito iremos trancá-la para não deixar a água entrar no leito antigo do rio. Com a dragagem também dando vazão ao canal retificado, a gente consegue amenizar as cheias em Itajaí”, explicou. 

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Após o término do primeiro trecho de dragagem no canal retificado, o coordenador expôs que irá iniciar os trabalhos no leito antigo. Segundo Mocellin, não há informação de quando foi realizada a dragagem no rio pela última vez. 

“Há muito tempo não é feita a dragagem, a gente não tem conhecimento. Conversei com muita gente, mas ninguém lembra qual foi a última vez. Só limpeza do rio, mas dragagem efetivamente está muito tempo sem ser feita”. 

O total de trechos para a dragagem completa do rio não foi comunicado. No entanto, o coordenador disse que dependerá do valor total da obra, que será dividida em partes para ficar mais em conta. 

De acordo com informações de Mocellin, nos últimos 17 anos, desde 2008, o rio Itajaí-Mirim saiu da calha oito vezes, atingindo as famílias na cidade. O coordenador garante que esta será uma obra importante para a contenção de cheias. 

Além dela, a barragem que deve ser construída em Botuverá também auxiliará no fluxo de águas que desce do Alto Vale do Itajaí para Itajaí, sendo o último município a receber as águas e dissipá-las para o mar. 

Segundo o coordenador, o aprofundamento em 14 metros do canal do Porto auxiliou a fluidez das águas vindas do rio Itajaí-Açu, mas não do rio Itajaí-Mirim.

“O aprofundamento amenizou as cheias do Itajaí-Açu, mas do Itajaí-Mirim não, pois o Itajaí-Açu represa as águas do Itajaí-Mirim, por isso que precisa fazer o molhe no encontro dos rios”. 


O projeto 

Mocellin encontrou o projeto executivo da dragagem de todo o rio Itajaí-Mirim, canal retificado e leito antigo, durante buscas no início de 2025. 

O projeto concluído em 2015 prevê, além da dragagem, a construção do molhe no encontro do Itajaí-Mirim, com o Itajaí-Açu e também a criação de duas comportas, um no início do canal retificado com o leito antigo e o outro na saída do rio.

A licença ambiental de instalação também já foi aprovada em 2023, o que permite a licitação da obra. 

Na última semana, o coordenador pediu aos engenheiros da Secretaria de Obras que auxiliassem no processo licitatório para a contratação da empresa que executará e fiscalizará a obra. Também é necessário o cumprimento de algumas condicionantes ambientais que o Instituto do Meio Ambiente impôs ao município antes do início da dragagem. 

A expectativa de Mocellin é que até esta semana os engenheiros entreguem os pareceres e possam seguir com o processo do termo de referência, memória descritiva e, em seguida, o ingresso com a licitação. 


Busca pelos recursos 

No dia 18 de fevereiro, o coordenador Mocellin esteve com o secretário de Defesa Civil de Santa Catarina, Mário Hildebrandt, para tratar sobre os recursos liberados para a obra. 

“Apresentamos nossa ideia. O governador Jorginho Mello disse ser uma prioridade fazer a dragagem de todo o rio Itajaí-Mirim e Itajaí-Açu, iniciando aqui na foz. Temos uma prioridade em relação aos demais municípios” 

Na conversa ficou definida a liberação parcial dos recursos para a dragagem, que será utilizada para o primeiro trecho. 

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