Esposa de policial civil acusado de ligação com PCC no caso Vinicius Gritzbach está foragida, diz MP


Prisão de Danielle Bezerra dos Santos, casada com o investigador Rogério de Almeida Felício, o Rogerinho, foi decretada na quinta-feira (27). Danielle Bezerra dos Santos, casada com o investigador de polícia Rogério de Almeida Felício, o Rogerinho.
Reprodução/Instagram
A Justiça de São Paulo decretou na quinta-feira (27) a prisão preventiva (sem prazo para acabar) da mulher de um dos oito policiais civis acusados de extorquir bens e dinheiro do delator do PCC Vinícius Gritzbach. Todos são réus sob essa acusação.
Danielle Bezerra dos Santos é casada com o investigador de polícia Rogério de Almeida Felício, o Rogerinho, e está foragida, segundo o Ministério Público. Rogerinho era segurança do cantor sertanejo Gusttavo Lima, tendo prestado serviço em alguns eventos e shows do artista.
A GloboNews não havia conseguido contato com a defesa de Danielle até a última atualização desta reportagem.
Áudios
Áudios obtidos pelo g1 mostram que Danielle tinha pleno conhecimento das atividades criminosas do marido.
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Numa das gravações, ela diz ao pai: “Pai, essa conta que tá o dinheiro é uma conta que o Rogério tem que usa para pagar as contas, entendeu? É uma conta empresarial que ele comprou. Ele comprou essa empresa. Não tem vínculo nenhum com o CPF dele, com o meu CPF… então é uma conta que pode cair o quanto de dinheiro que for, entendeu? Que não tem problema nenhum de justificar, de colocar imposto de renda. É uma conta que você pode usar, entendeu? Pensa como se fosse uma conta de laranja. É essa conta. Então, nessa conta, o senhor pode socar o tanto de dinheiro que o senhor quiser e tiver que essa conta nunca vai ter problema nenhum.”
O investigador de polícia Rogério de Almeida Felício, o Rogerinho, ex-segurança do cantor Gusttavo Lima.
Reprodução/Redes Sociais
Execução no Aeroporto Internacional de SP
Vinicius Gritzbach foi morto em 8 de novembro ao desembarcar no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
O empresário do ramo imobiliário era investigado por lavar dinheiro do PCC e havia feito um acordo de delação premiada com o Ministério Público para não ser condenado por associação criminosa. Responderia somente pela corrupção.
Em troca, Gritzbach revelou os nomes das pessoas ligadas à facção criminosa e de policiais que extorquiram dinheiro dele.
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