Joel Niero assume presidência do Partido Novo em Orleans e fala sobre desafios e expectativas

Desde o último dia 20, Joel Niero é o novo presidente do Partido Novo em Orleans. Sobre essa mudança e os desafios à frente da sigla, ele esteve no estúdio do Jornal da Guarujá para esclarecer as razões da transição e os planos para o futuro político da legenda na cidade. “Realmente, estar aqui é uma oportunidade de esclarecer essa mudança que houve no partido. Acreditaram na minha pessoa para assumir esse novo desafio para Orleans”, afirmou Joel logo no início da entrevista.

O pós-eleição e o retorno aos negócios

Questionado sobre o que fez após as eleições, Joel destacou que, depois da intensa campanha eleitoral, precisou de um período de descanso antes de retomar a rotina profissional. “Depois da campanha, um descanso, né? A campanha é exaustiva, principalmente porque eu não estava no ritmo, não estava acostumado com isso. Mas eu digo que o que eu perdi na campanha foram 10 quilos”, revelou.

Ao comentar sobre sua recuperação após o desgaste da corrida eleitoral, ele brincou: “Agora já recuperei. Tirei o peso da campanha dos ombros e voltei para o trabalho.”

Mesmo retornando à sua empresa, Joel explicou que seu filho, Murilo, segue à frente dos negócios. “Eu estou mais nos bastidores, focado na produção, redução de custos e melhorias de produtividade”, observou.

A transição no comando do Partido Novo

Na última semana, uma carta aberta oficializou a mudança na liderança do Partido Novo em Orleans. Bruno Mazuco deixou a presidência, e Joel assumiu o cargo. Ele garantiu que a transição ocorreu de forma tranquila e planejada. “O Bruno é uma pessoa excelente, inteligentíssima, um grande articulador político. Sempre atuou nos bastidores buscando o que é certo para Orleans. Ele tem ações no Ministério Público para cobrar transparência, independentemente de quem esteja no governo. Foi ele quem trouxe o Novo para a nossa região”, afirmou Joel.

Ele ressaltou que, após quase dez anos à frente da sigla, Bruno optou por passar o comando para um novo nome. “Ele viu que eu ganhei protagonismo, que estou alinhado com os princípios do partido, e decidiu abrir espaço. Agradeço a confiança dele na minha idoneidade, seriedade e vontade de fazer diferente”, acrescentou.

Joel também explicou que precisou passar pelo processo de alinhamento interno da sigla antes de assumir o cargo. “Fiz a prova de alinhamento do partido, assim como fiz para ser candidato a vereador e a prefeito. Foi uma transição bem estruturada”, detalhou.

Os desafios do Novo em Orleans

Para Joel, apesar da derrota nas urnas, o Partido Novo saiu fortalecido da eleição municipal. “O Novo pode não ter vencido a prefeitura, mas conquistamos uma projeção enorme. Elegemos um vereador, o Murilo Hoffman, sem tempo de TV, sem recursos financeiros significativos, apenas com trabalho sério e muita dedicação”, enfatizou.

Segundo ele, a missão agora é ampliar a atuação da legenda na cidade. “Foi uma campanha de porta em porta, de sola de sapato. Muitas pessoas diziam que nem sabiam que havia quatro candidatos, porque a gente não aparecia na mídia tradicional. Mesmo assim, fizemos uma campanha correta e mostramos que a política pode ser diferente”, frisou.

Joel elogiou também o trabalho do ex-candidato a vice, Lucas Mattos, e de toda a nominata de vereadores. “Diziam que não conseguiríamos montar uma nominata, que não teríamos coragem de sair. Mas provamos o contrário porque tínhamos um propósito real de mudança”, afirmou.

A posição do Novo em relação ao governo municipal

Sobre o papel do Partido Novo na Câmara de Vereadores, Joel destacou que a sigla manterá independência e votará de acordo com convicções e não por alianças políticas. “O Novo não é situação nem oposição. O Novo é convicção. Se um projeto for bom para Orleans, será apoiado. Se for ruim, será rejeitado. Não temos acordos em troca de cargos ou vantagens”, declarou.

Ele garantiu que o partido não fez qualquer tipo de composição para ocupar espaços na administração municipal. “A única coisa que buscamos foi garantir um espaço de atuação na Câmara, e o Murilo já está mostrando por que veio”, disse.

Um dos projetos mais recentes apresentados pelo vereador do Novo, Murilo Hoffman, causou polêmica ao estabelecer que nenhuma obra pública poderá ser inaugurada sem estar 100% concluída. A proposta gerou reação do ex-prefeito Jorge Koch. “O Jorge ficou bravo, mas o projeto não tem nada a ver com ele. Ele não administra mais Orleans. Se ele se incomodou, talvez seja porque o chapéu serviu. Esse projeto vale para novas obras e evita que estruturas sejam entregues inacabadas”, esclareceu Joel.

O projeto já foi sancionado pelo prefeito Fernando Cruzetta e estabelece que uma obra só poderá ser inaugurada quando estiver plenamente funcional. “O objetivo é garantir que ruas tenham pavimentação completa, que pontes tenham iluminação, que tudo seja entregue conforme o previsto. Assim, a população recebe serviços de qualidade e não apenas promessas”, finalizou.

Além desse, Murilo também deve apresentar um projeto que exige a inclusão de currículos dos secretários municipais  e de cargos de confiança no portal da transparência da prefeitura. “O cidadão tem o direito de saber quem está comandando as secretarias, qual a formação dessas pessoas e se têm experiência na área. Transparência é um dos pilares do Novo, e esse projeto garante mais clareza sobre os gestores da cidade”, explicou Joel.

O projeto ainda está em tramitação na Câmara e deve ser votado nas próximas semanas.

Futuro político para 2026

Questionado sobre uma possível candidatura a deputado estadual em 2026, Joel afirmou que, a princípio, não pretende disputar as eleições, pois já há uma liderança da região que aceitou o desafio. “Hoje, o que posso dizer é que não serei candidato. Já temos uma pessoa da nossa região que aceitou esse desafio, e acredito que seja importante concentrar esforços em um nome forte para representar bem nossos interesses”, explicou.

Ele destacou que sua prioridade no momento é fortalecer o Partido Novo e consolidar sua atuação política em Orleans.

Confira entrevista completa

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